O Carnaval de Salvador e suas escolas de samba

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 O compositor e cirurgião-dentista Geraldo Lima, 68 anos, presta uma homenagem aos sambistas baianos e resgata a memória de um tempo em que criatividade, cultura popular e beleza animaram o carnaval da cidade.
 
 Nascido no bairro do Garcia, o autor vivenciou os bastidores e a organização da festa carnavalesca que consagrou escolas como Ritmistas do Samba, Filhos da Liberdade, Filhos do Tororó, Juventude do Garcia, Diplomatas de Amaralina e Filhos do Politeama, entre outras, no período de 1963 a 1978, quando a Prefeitura de Salvador promoveu concursos e as agremiações desfilavam do Campo Grande à Praça da Sé.
  
 Ilustrado com fotografias da época, o livro mostra o surgimento, os anos de glória e a decadência das escolas de samba. O autor traça perfis das principais agremiações, registra os enredos que emocionaram os foliões, como Os Negros na BahiaPrimeiro Aniversário da AboliçãoSamba - Canto Livre de um PovoHomenagem aos 50 Anos de Ialorixá de Mãe Menininha do Gantois, e também avalia o legado das escolas no carnaval atual. Desfilam nas páginas da publicação cenas memoráveis, com passistas, ritmistas, diretores, compositores e outros personagens, anônimos e famosos, que tornaram a festa possível, como Paulinho Camafeu, Ederaldo Gentil, Nelson Rufino, Guiga de Ogum e Nelson Maleiro.
 
“Tenho muita honra de fazer parte desta geração. Só o trabalho que era feito nessas comunidades carentes ou desassistidas para organizar e realizar um espetáculo com pouco dinheiro, já era uma coisa fantástica. Tudo era feito na base do esforço e da abnegação”, afirma Lima, que compôs sambas-enredos, foi secretário da Juventude do Garcia e é autor da música Deusa do Ébano, sucesso do bloco Ilê Aiyê.
 
 Para a pesquisa, Geraldo Lima utilizou documentação que preservou daquele período, além de livros, arquivos de jornais e depoimentos de participantes de várias escolas, construindo um panorama ao mesmo tempo histórico e afetivo. “A memória não é só minha, a memória de todos é importante”, diz o autor.
 
 Paixão - Para a editora Arlete Soares, o livro é uma festa para os sambistas e amantes do samba, além de ser um presente para os pesquisadores por preencher uma lacuna nos estudos sobre o carnaval de Salvador, “um dos mais importantes da diáspora africana”.   E destaca na apresentação da obra: “É um passeio por uma Salvador remota. Aquela dos anos 1960 e 70 quando o carnaval era um espaço de paixão. Paixão pelo rito, pelo desafio, pelo espetáculo”.
 
O Carnaval de Salvador e suas Escolas de Samba também apresenta apêndices com registros das músicas campeãs, os títulos conquistados pelas escolas do primeiro grupo, a repercussão nos meios de comunicação e entrevistas exclusivas com Walmir Lima, Ninha, João Barroso e Nelson Rufino, que relembram episódios curiosos e refletem sobre o carnaval contemporâneo.
 
O novo título da Editora Corrupio (a mais antiga casa editorial da Bahia em atividade) tem 172 páginas e contou com recursos do Edital Setorial do Livro – Apoio a Publicações por Editoras Baianas, da Fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA). 

Gênero: Historia
Autor: Geraldo Lima 
Editora: Corrupio
Ano de Edição: 2017
ISBN: 
9788586551529
Formato: 21 x 15,9 cm  fechado; 172 páginas, acabamento brochura, impresso em papel pólen soft 90g . Texto em português.
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